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Às margens do Rio Tietê alguns povoados e fazendas foram se alocando, marcando essas antigas trilhas. Pirapora foi fundada em torno do culto à imagem de Bom Jesus. Conta a tradição, que a imagem encontrada nas margens do Rio Tietê “escolheu” ficar em Pirapora quando o carro de boi que a levaria a Santana de Parnaíba empacou e só saiu do lugar quando um mudo falou, indicando que ela deveria voltar a Pirapora. Nesta história encontramos as duas características mais marcantes desta comunidade: a religiosidade e o Rio Tietê. No seu percurso, cruzando a Região Metropolitana de São Paulo, o Tietê traz a Pirapora a pior face da modernidade – a poluição. Num total de 91 estabelecimentos, entre comércios e serviços, conta apenas com três indústrias de médio porte.

A cidade recebeu uma leva de migrantes nos últimos anos. São baianos, maranhenses, mineiros e toda sorte de brasileiros, que deixando seus estados, vieram inicialmente para a região Metropolitana de São Paulo. Saíram agora de Itapevi, Osasco, Jandira, Barueri e São Roque, atraídos pela oferta de moradias populares em condições facilitadas. Essa população, tendo dificuldade de entrar no mercado de trabalho saturado, não encontrou processos facilitadores para sua integração com os piraporanos tradicionais, além de gerar um aumento de demanda por serviços públicos.

Dos cerca de 15 mil habitantes, pouco mais de 1.200 são trabalhadores formais. A baixa renda per capta, decorrente da falta de oportunidades, soma-se o alto índice de analfabetismo de 10,35%, quase o dobro do índice estadual de 6,64%. Também chama a atenção, a alta taxa geométrica de crescimento anual de 5,02%, quase três vezes maior que a taxa estadual de 1,80%. A cidade não possui estabelecimentos particulares de ensino e a escola pública é o local onde se encontram crianças provenientes de todas as realidades, filhos das famílias mais bem sucedidas, às menos privilegiadas. Esta condição bem aproveitada pode ser um ponto inicial para se buscar a integração dos grupos diversos.